sábado, 13 de dezembro de 2008

Parque Ecológicos e Horto Florestal são reabertos em Criciúma

Prefeito Anderlei Antonelli reabriu na manhã desta sexta-feira o Parque Ecológico José Milanese e o Horto Florestal Antônio José Tolé Guglielmi, no Jardim União, após revitalização executada pela Fundação Ambiental de Criciúma. O complexo preserva espécies nativas para promover atividades de educação ambiental e lazer sadio.

No total, a Famcri investiu R$ 250 mil. Antigos alambrados foram substituídos, a sede administrativa foi restaurada, as estruturas em madeira foram trocadas por concreto e a fiação elétrica foi refeita. Dois pórticos de acesso e uma pista de caminhada de 1.200 metros completaram a reforma de todo o complexo.


Fonte: Patrícia Nonnenmacher/Secom

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Defesa Civil divulga alerta de temporais em SC

O Departamento Estadual de Defesa Civil divulgou, na segunda-feira (08) à noite, novo alerta para a população do risco de novas ocorrências relacionadas com o mau tempo entre terça e quinta-feira desta semana. O deslocamento de uma frente fria pelo Sul do país deve provocar a formação de áreas de instabilidade e, com isso, há risco de pancadas de chuva com intensidade moderada a forte — principalmente na Grande Florianópolis, Vale do Itajaí e Litoral Norte.

Também existe a possibilidade de temporal e queda de granizo. Na segunda-feira, foi registrada queda de granizo em Painel, na Serra. Cerca de 30 residências, além de lavouras, foram danificadas na área rural da cidade. Conforme a Central RBS de Meteorologia, a partir da tarde de hoje, a combinação entre a alta temperatura e a umidade elevada do ar provocará o aumento gradativo da nebulosidade — condição típica da estação.

O tempo deve ficar instável na quarta-feira, que terá chuva pelo Estado. O dia já começa com mais nuvens e rápidas aberturas de sol. O major Márcio Luiz Alves, diretor da Defesa Civil, ressalta que o alerta é uma medida preventiva com o objetivo de chamar a atenção das pessoas que vivem em locais de risco para a possibilidade de um desastre.
Recomendações

— No caso de alagamentos a Defesa Civil recomenda que a população evite o contato com as águas que podem estar contaminadas, causando doenças. Também é aconselhável não dirigir em lugares alagados.
— Moradores de áreas vulneráveis a deslizamentos precisam ficar atentos, no caso de aparecimento de fendas, depressões no terreno, rachaduras nas paredes das casas e inclinações de troncos de árvores ou postes. Qualquer orientação da Defesa Civil do município deve ser atendida.
— No caso de emergência a comunidade deve acionar a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, através do telefone 199. O telefone para contato da Defesa Civil estadual é o (48) 3244-0600.

Filhote de baleia deve ser submetido à eutanásia

Filhote de baleia da espécie Sei, oceânica, que encalhou no Balneário Gaivota deve ser submetido à eutanásia na manhã desta terça-feira. A avaliação é da chefe de Proteção Ambiental da Baleia Franca, em Imbituba, Maria Elizabeth Carvalho Rocha.“As informações que recebemos mostram que se trata de uma baleia Sei, que só aparece na orla quando está com algum problema físico ou de saúde. Foram feitas várias tentativas de devolvê-la ao mar, mas acabou encalhando na praia”, disse. “A solução é reduzir o sofrimento do animal, pois seu distúrbio parece ser grave”, justificou.

Fonte: Site Engeplus

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Calor pega criciumenses de surpresa no começo desta semana

Sorvete e muita água. Esta foi a receita adotada pela maioria para fugir do calor nesta tarde de segunda-feira (08). Com termômetros passando fácil a casa dos 30 graus a sensação térmica se aproximou do calor. "Registramos 34 graus em Urussanga e a sensação de calor se aproxima dos 40", explicou o homem do tempo Ronaldo Coutinho.

Ele também afirmou que se mantém a previsão de sol forte e calor amanhã e quarta-feira. A partir dai o tempo muda com a chegada de chuva e uma frente fria. "A temperatura quinta e sexta ficará não muito acima dos 22, 24 graus. Sábado a situação começa a melhorar, mas não será um final de semana aproveitável".

Trafego de veículos na orla do Balneário Rincão será proibido

O tráfego de veículos na orla do Balneário Rincão continua proibido. Mas, por enquanto não resultará em multas. Sem placas de sinalização, a Polícia Militar até poderia notificar os motoristas. Porém, a penalidade seria anulada na Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari) de Içara.

O movimento de veículos na faixa de areia do litoral içarense deve ser o destaque da reunião do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Rincão na próxima segunda-feira, dia 15. No encontro, as lideranças municipais planejam formular mais um ofício pedindo para a prefeitura o fechamento da orla e a sinalização dela. Na primeira vez que o documento foi encaminhado, nenhuma ação foi tomada.


Fonte: Lucas Lemos/Canal Içara.

Banhistas e cavalos no Arroio do Silva Sul de Santa Catarina

Tempo colaborou e muita gente aproveitou o sol do fim de semana para curtir uma praia. Apesar da água escura e fria, as crianças não se importaram em entrar no mar e brincar, agora sob os olhares atentos dos guarda- vidas do Corpo de Bombeiros, que iniciaram um plantão desde o último sábado (06). "A participação dos guarda-vidas faz parte dos treinamentos para o curso de formação, que se encerra no próximo dia 12 de dezembro", comenta o soldado Denis, responsável pelos 40 homens e uma mulher que atuaram no final de semana.

Os adultos, em sua maioria preferiram tomar banho de sol e deixar a pele bronzeada para a chegada do verão. "Estou aproveitando ao máximo os dias de sol. Dizem que o verão será curto", disse Liane dos Santos, que se estava acompanhada da filha e do marido. A questão segurança nas praias de nossa região ainda é preocupante nesta pré-temporada de veraneio.

No final de semana foram flagrados alguns motoristas em alta velocidade entre as praias da Meta até o Morro dos Conventos. "A gente não tem sossego aqui na faixa de areia porque além dos carros que fazem até rachas e cavalos de pau, cavalos e cães andam soltos. É uma vergonha, as autoridades têm que tomar providência", disse a veranista Zilene de Oliveira, de São Luiz Gonzaga, RS.

De acordo com o comandante da PM do Vale do Araranguá, coronel Jorge Luiz de Gomes, a Polícia Militar passará a efetuar rondas nas praias, mesmo na pré-temporada. Realmente, a nossa reportagem avistou a viatura da PM na tarde de sábado, passando nestas praias citadas.


Fonte: Jorge Pimentel/Transamérica/Sulnoticias.

Balneário Rincão apresenta um ponto impróprio para banho

O primeiro relatório semanal de balneabilidade da temporada de verão, divulgado pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), nesta sexta-feira, dia 5, apontou que 26,9% dos pontos analisados ao longo do litoral catarinense estão impróprios para banho.

A instituição avaliou 182 pontos em 107 balneários de 27 municípios do Estado. Desses, 49 não atenderam o que determina a legislação, se apresentando impróprios para banho. Nos pontos do Sul catarinense existem algumas mudanças em relação aos últimos laudos, que eram emitidos mensalmente.

O arroio da Praia do Rincão, que antes aparecia como próprio a banho agora está impróprio. A Lagoa do Arroio Corrente, em Jaguaruna, passou de impróprio para próprio. A foz do Arroio do Silva se mantém imprópria. Todos os pontos analisados em Imbituba e Garopaba estão próprios para o banho.

Confira alguns pontos:

ARARANGUÁ
Praia de Morro dos Conventos, no Ponto 1, em frente ao posto de salva-vidas central
PRÓPRIO

BALNEÁRIO GAIVOTAS
Em frente à praça de esportes, no Ponto 1
PRÓPRIO

Arroio da praia, no Ponto 2, sob a ponte de concreto da avenida Beira Mar
PRÓPRIO

BALNEÁRIO ARROIO DO SILVA
A esquerda do arroio, no Ponto 1
PRÓPRIO

A direita do arroio, no Ponto 2
PRÓPRIO

Na foz do Arroio do Silva, no Ponto 3
IMPRÓPRIO

IÇARA
Lagoa dos Freitas Próximo ao trapiche, no Ponto 1
PRÓPRIO

Lagoa dos Esteves Próximo ao trapiche, no Ponto 2
PRÓPRIO

Lagoa do Faxinal Parque aquático, próximo ao trapiche, no Ponto 3
PRÓPRIO

Praia do Rincão Em frente ao salva vidas 1
PRÓPRIO

Em frente ao salva vidas 2
PRÓPRIO

Em frente ao salva vidas 3
PRÓPRIO

Arroio
IMPRÓPRIO

Arroio, 100 metros à esquerda
PRÓPRIO

JAGUARUNA
Canal da foz
PRÓPRIO

Praia do Arroio Corrente, no Ponto 1, a 300 metros ao sul da foz do arroio
PRÓPRIO

Lagoa do Arroio Corrente, no Ponto 2, na parte superior do "chuveirão"
PRÓPRIO


Fonte: FATMA/SC

Filhote de baleia encalha em Gaivota

Polícia Ambiental e Corpo de Bombeiros foram acionados no final da tarde deste domingo (07) para desencalhar um filhote de baleia na orla de Balneário Gaivota. Durante mais de uma hora, todas as tentativas resultaram sem sucesso para devolver o mamífero ao oceano. No início da noite, pescadores foram convocados para tentar a remoção com apoio de um barco.


Fonte: Luiz Henrique Fogaça/Correio do Sul

domingo, 7 de dezembro de 2008

Desmatamento amazônico pode causar perda de US$ 1 trilhão

Dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e por 29 instituições de pesquisas em todo o mundo concluíram que o desmatamento na Amazônia pode causar prejuízos de US$ 1 trilhão. O cálculo foi feito com base na capacidade da floresta em gerar chuvas para o Centro-oeste brasileiro e países da América Latina, principalmente as situadas no Cone Sul.

Grande parte das chuvas dessas regiões vem da evaporação da água da região amazônica e um desmatamento que comprometesse essa evaporação afetaria o ciclo de águas e a produção agrícola no Brasil e de outros países.

– O Brasil precisa pensar a preservação da Amazônia como uma questão econômica que terá impacto direto em suas exportações e produção agrícola nos próximos 50 anos – disse o chefe da divisão econômica do Pnuma e ex-executivo do Deutche Bank Pavan Sukhdev.
Entre 2000 e 2005, o Brasil foi responsável pela perda de 48% da cobertura florestal no mundo. Segundo Sukhdev, "o governo brasileiro precisa entender que preservar a floresta não é um luxo, logo será uma necessidade econômica".

Para os cientistas que participaram do estudo, a Amazônia funciona como uma "bomba d'água", como o mais eficiente projeto de irrigação do planeta. Para eles, apenas a capacidade da floresta em gerar chuvas no centro e no sul do continente já seria um motivo suficiente para proteger a floresta.

Unesc socializa projetos da Barragem do Rio São Bento

O PPGCA (Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais) da Unesc vai realizar terça-feira (9/12) um Workshop sobre os Projetos de Pesquisa na Barragem do Rio São Bento. O evento será realizado no auditório da Casan, em Siderópolis, das 14 às 18 horas. Durante a tarde serão socializados os resultados dos projetos de pesquisa com ênfase na área da Barragem e em seu entorno.

Programação

14 horas - Abertura
- Fábio Jeremias de Sousa (Diretor Superintendente Regional Sul/Serra da Casan)
- Professor doutor Geraldo Milioli (Coordenador do Mestrado em Ciências Ambientais da Unesc).

14h15 - Apresentação de dissertações defendidas no PPGCA da Unesc
- “Processos hidrológicos aplicados ao controle hidráulico-operacional de reservatórios de acumulação de água: o caso da Barragem do Rio São Bento, Siderópolis, Santa Catarina” (Mestrando Paulo Roberto Costa e professor doutor Álvaro José Back).
- “Geoprocessamento aplicado à análise ambiental: estudo de caso da Barragem do Rio São Bento, Siderópolis, Santa Catarina” (Mestrando Hugo Schwalm e professor doutor Álvaro José Back).
- “Caracterização ambiental da microbacia do Rio São Bento com base nos conceitos da ecologia de paisagem” (Mestranda Patrícia Medeiros Scarpato e professor doutor Jairo José Zocche).
- “Floresta Ombrófila Densa Submontana: florística, estrutura e efeitos do solo e da topografia, Barragem do Rio São Bento, Siderópolis, Santa Catarina” (Mestre Sinara Colonetti e professora doutora Vanilde Citadini Zanette).
- “Taxocenose e anfíbios anuros do entorno da Barragem do Rio São Bento, Siderópolis, Santa Catarina” (Mestrando Rodrigo Ávila Mendonça e professor doutor Jairo José Zocche).

17h30 - Apresentação de pesquisas em andamento
- “Investigação da propriedade antimicrobiana in vitro de árvores medicinais nativas da APP da Barragem do Rio São Bento, Siderópolis, Santa Catarina, Brasil” (Mestranda Dayana Gomes Ricken e professora doutora Luciane Costa Campos).
“Composição florística e edáfica ao longo de gradiente altidudinal na floresta atlântica, sul de Santa Catarina, Brasil” (Doutorando Rafael Martins e professor doutor João André Jarenkow).
“Composição florística e distribuição espacial de bromélias epifíticas em fragmentos florestais do sul de Santa Catarina, Brasil” (Mestranda Telma Elyta Vilhalba Azeredo e professora doutora Vanilde Citadini Zanette).

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Desmatamento da Mata Atlântica pode ter contribuído para tragédia em SC

O desmatamento da Mata Atlântica pode ter contribuído para a tragédia causada pelas chuvas em Santa Catarina. É o que avalia o professor do departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina, Lino Brangança Peres.“As árvores foram substituídas por casas e vegetação rasteira, o que contribuiu para a erosão. Esses deslizamentos aconteceriam mais cedo ou mais tarde, as fortes chuvas desses dois meses apenas aceleraram esse processo”, explica.

A floresta cobria uma área de aproximadamente 1,29 milhão de quilômetros quadrados, em 17 estados brasileiros, incluindo Santa Catarina. O bioma ocupava cerca de 15% do território nacional. Atualmente, apenas 7% desse total permanece intacto.O desmatamento da Mata Atlântica está diretamente ligado à expansão das cidades brasileiras.

E, na opinião do professor, a ocupação desordenada dos municípios pode ser outro fator para a catástrofe no Vale do Itajaí.“Choveu muito acima da média, mas isso é apenas parte do problema. O modelo de ocupação irregular das cidades do Vale do Itajaí contribuiu para que isso acontecesse. E tudo com a conivência do poder público”, explica o professor.

Segundo Peres, as primeiras residências na região surgiram durante o século 19, época da imigração de europeus para o Brasil, próximas aos rios. No século 20, as pessoas passaram a ocupar os morros e as encostas. “O planejamento municipal começou muito tarde no Brasil, na década de 70, quando as cidades já tinham crescido”, conta.

A solução, na avaliação do urbanista, é o governo realocar a população dos morros e encostas para outros locais mais seguros. “O problema é que boa parte das áreas adequadas já foram ocupadas”, ressalta.


Fonte: Antonio Trindade/Rádio Nacional

Defesa Civil divulga orientações para prevenção de doenças pós-enchentes

A Defesa Civil de Santa Catarina divulgou um comunicado à população com orientações para a prevenção de doenças que podem surgir após enchentes e desabamentos. A leptospirose e a hepatite são as principais delas. Os principais cuidados são com o consumo de alimentos estragados, água contaminada e picadas por animais peçonhentos.

A ingestão de água contaminada traz riscos de contaminação por hepatite do tipo A ou diarréias. O órgão alerta que o período de incubação da leptospirose varia de um a 30 dias após o contato com os roedores domésticos que transmitem a infecção. Os principais sintomas são febre alta, dor de cabeça e muscular.

Em casos mais graves pode haver icterícia (coloração amarelada na pele e nas mucusas), insuficiência renal, hemorragias e alterações neurológicas que podem levar à morte. Ao apresentar algum desses sintomas, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima.

Confira as orientações da Defesa Civil:

Cuidados com os alimentos:
- Todo alimento que ficou submerso ou molhado não deve ser consumido, ainda que esteja em embalagem plástica ou enlatado
- Alimentos perecíveis que ficaram fora da refrigeração não devem ser consumidos caso apresentem alteração de cor, odor ou consistência. Alimentos que tiveram contato com a água da chuva não podem ser ingeridos.

Cuidados com a água:
- Moradores de casas que se encontram sem abastecimento de água devem tratá-la com hipoclorito de sódio antes de utilizá-la. A receita é duas gotas de hipoclorito de sódio (água sanitária) para cada litro de água. Aguardar 30 minutos depois da mistura para beber a água. Se não houver hipoclorito de sódio (água sanitária), a fervura é uma alternativa segura.
- Quem mora em residências que estão sendo abastecidas pelo sistema público devem entrar em contato com a empresa responsável pela distribuição caso observem alguma alteração na água, como cheiro ou cor diferente do habitual.

Cuidados na limpeza dos locais:
- Recomenda-se evitar o contato com a lama que fica das enchentes, pois ela tem alto potencial infeccioso. Use sempre luvas e botas. Os reservatórios de água, mesmo quando não atingidos pelas enchentes, devem ser lavados e desinfectados, já que a rede de fornecimento pode apresentar vazamentos e contaminá-los.

Cuidados com animais peçonhentos:
- Na limpeza de entulhos, é preciso tomar cuidado com animais peçonhentos, como aranhas, cobras e escorpiões, que com a enchente são desalojados de seu habitat.
- Ao voltar para casa, deve-se sacudir roupas, sapatos, lençóis e colhões antes do uso. Antes de limpar o local, não ande descalço. É importante ainda tapar buracos no assoalho, manter os arredores da casa limpo e não colocar as mãos em buracos ou tocas;
- Em caso de picada, procure ajuda profissional imediatamente. A vítima deve aguardar por socorro deitada, o que diminui a absorção do veneno. Não tente sugar o local com a boca para extrair o veneno ou amarrar o local. Tampouco coloque folhas, pó de café, terra ou querosene no local da picada. Esse materiais não controlam a circulação do veneno e ainda podem provocar infecção.

Tamanduá morre em região alagada de SC. Animais buscam refúgios

A chuva já matou mais de 110 pessoas e deixou várias desaparecidas em Santa Catarina. Oito cidades estão isoladas e mais de 100 mil pessoas permanecem ilhadas no Estado. Em Gaspar, uma das dez cidades em que foi decretada situação de calamidade, os animais também são vítimas da chuva.

Na zona rural, um tamanduá-mirim foi encontrado morto na tarde de ontem (26). O animal parecia ter sido arrastado pela água. Segundo o leitor Fernando André Schmitt, que registrou a imagem, os bichos da região estão procurando refúgios para escapar das águas.

Ele vive em Blumenau e foi a Gaspar verificar como está sua avó, Carmen, que mora sozinha."É muito difícil chegar de carro", diz Schmitt. "A região foi muito atingida."Além de diversos gatos, o gado de um vizinho também migrou para a propriedade da família. "Os bois conseguiram subir o morro e estouraram a cerca", relata.

A Defesa Civil está alertando os moradores para o risco de animais peçonhentos, que abandonaram suas tocas devido às águas.


Fonte: Folha Online

Crise afeta lixo reciclável e preocupa catadores

O efeito avassalador da crise no mercado financeiro global, que começou na maior economia do planeta, os Estados Unidos, chegou à base da pirâmide social. Os catadores de materiais recicláveis da região deverão passar o pior Natal dos últimos anos. O preço dos reciclados caiu quase pela metade nos últimos três meses.

O catador Pedro Martins, 64, está desolado. Sem condições de exercer outra atividade, acompanhado pelo filho Gilberto, 33, viu neste trabalho a chance de aumentar a renda, composta apenas pela aposentadoria de um salário mínimo da mulher, Otília. "Um mês pelo outro, eu tirava uns R$ 300,00. Agora o preço caiu. O que a gente cata não tem valor", diz. Ele comenta que passou a ganhar menos de R$ 200,00. Seu Pedro não sabe o que vai fazer. "Em casa não tem mais nada que a gente possa cortar pra economizar", comenta, ressaltando que deve passar um final de ano difícil.

A vizinha dele no bairro São Pedro, Rosa Barbosa, também se preocupa. Aos sábados e domingos, o marido e o filho viram catadores para juntar o extra ao salário fixo que recebem trabalhando empregados. "Ajudava bastante, agora não dá mais nada?, diz ela. A empresa de recicláveis onde seu Pedro e cerca de outros 200 catadores entregam o material que recolhem de sol a sol, também sofre com a queda nos preços. Pelo menos dois dos 15 funcionários devem ser demitidos. Quando vamos entregar só nos dizem que baixou e pagam menos", diz a proprietária Paula Viviane de Melo Eusébio.

O papel sofreu duas baixas em dois meses. De R$ 0,20 o quilo, caiu para R$ 0,18 e agora está em R$ 0,10. O alumínio que Paula comprava por R$ 2.50 o quilo dos catadores, agora não sai por mais de R$ 1,50. "Eu fico triste porque sei que eles passam trabalho pra recolher, mas não posso fazer nada", explica a empresária. Apenas o plástico por enquanto vem tendo o preço mantido, de R$ 0,30 o quilo.

Em Araranguá, a única informação repassada pela cooperativa de reciclagem é que o papel está sendo estocado a espera de melhor preço. Embora teoricamente sejam donos do negócio, os trabalhadores não podem dar informações e o presidente, Valdelir Cisconeto, que trabalha na Câmara de Vereadores, foi procurado várias vezes, mas não retornou as ligações.

Seria o preço do dólar que estaria atingindo diretamente o bolso dos catadores de lixo em todo o país. Produtos como alumínio, papel e plásticos estão valendo, em média, 40% menos porque com o dólar barato, as indústrias aumentaram as compras de matéria-prima de fornecedores de outros países. O preço da sucata cai porque as fábricas de embalagens de papelão, vidro e plástico passaram a importar componentes em vez de comprar material reciclado no Brasil.


Fonte: Renata Angeloni/ Correio do Sul.

1º Seminário do Projeto “Abrace seu Rio”

O Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc) e a Prefeitura Municipal de Criciúma promovem o 1º Seminário do Projeto “Abrace seu Rio”. O evento ocorrerá na próxima terça-feira, dia 02 de dezembro, a partir das 17 horas, no Salão Ouro Negro.

Na oportunidade, será apresentado o Plano de Ação para Recuperação Ambiental do Rio Criciúma, com todas as ações que já foram realizadas - como o levantamento das nascentes do rio e das fontes poluidoras - e as ações que estão sendo propostas para o próximo ano. Além disso, o Promotor Público do Meio Ambiente, Luciano Naschenweng fará um relato sobre o trabalho desenvolvido por ele, que percorreu toda a extensão do rio.

A Fundação do Meio Ambiente de Criciúma e a Satc são os responsáveis técnicos pelo “Abrace seu Rio”. Durante os últimos sete meses, os idealizadores do projeto realizaram um mapeamento das ações a serem desenvolvidas no próximo ano. “Elaboramos o Plano de Ação já com algumas indicações de custo, para que possamos buscar apoio e financiamento para o projeto”, explica o diretor de Meio Ambiente da Satc, biólogo Damião Guedes.

Os objetivos são realizar um diagnóstico da situação de conservação para subsidiar a gestão sustentável da bacia do rio Criciúma; sensibilizar a comunidade de entorno das nascentes e ao longo do rio; promover ações de recuperação e preservação de nascentes e mata ciliar, por meio de identificação, cadastro, monitoramento e recuperação da mata de proteção, privilegiando as espécies nativas e realizar um controle, fiscalização e monitoramento da degradação ambiental.

No Seminário desta terça-feira serão apresentados os mapas das nascentes do rio Criciúma e das fontes de poluição. De acordo com Guedes, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) elaborou um mapa com os principais pontos de alagamento de Criciúma. Segundo ele, a idéia é que esse projeto seja discutido nas escolas, residências e instituições durante todo o ano. “É importante divulgar as ações que serão feitas para que a sociedade esteja envolvida. Precisamos tratar da água nesse momento tão doloroso que passa o Estado de Santa Catarina”, afirma o diretor.
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