terça-feira, 19 de abril de 2011

Cães Terriers Tibetanos podem desempenhar papel-chave no teste de novas terapias para o início precoce do Parkinson


Pesquisadores da University of Missouri, nos Estados Unidos, descobriram que mutação genética encontrada em cães Terrier Tibetanos também pode ser encontrada em uma desordem neurológica humana fatal relacionada com a doença de Parkinson.

A doença em Terriers Tibetanos é chamada de ceroidlipofuscinosis neuronal com início na idade adulta (NCL). Nas células do cérebro e dos olhos dos cães, o material que deveria ser "reciclado", se acumula e interfere com a função das células nervosas. Devido a esse acúmulo, próximo da idade de cinco anos, o cão começa a apresentar demência, alterações de comportamento visual, perda da coordenação e mostra a agressão injustificada.
Embora existam muitas formas de NCL em seres humanos, os sintomas da NCL são semelhantes em pessoas e cães, e a doença é fatal para ambos.

Utilizando o mapa do genoma canino e amostras de DNA de cães com diagnóstico de NCL, os pesquisadores foram capazes de identificar o gene específico que causa a NCL. A mutação que descobriram em cães, no entanto, causa uma forma hereditária da doença de Parkinson em seres humanos. Isto sugere que a reciclagem que dá errado em NCL também pode estar envolvida em doenças degenerativas como mal de Parkinson.

Agora, o DNA de cães podem ser testados para identificar a presença do gene modificado e o teste pode garantir que os criadores de Terriers Tibetanos não passem a condição para a próxima geração. Os pesquisadores também acreditam que eles podem ser capazes de testar terapias potenciais humanas nos animais, já que podem usar o teste de DNA para identificar cães afetados antes que eles comecem a mostrar sintomas.

"Olhando através de amostras coletadas de centenas de cães durante muitos anos, chegamos ao ponto onde somos capazes de dizer que esta é uma doença causada pela mutação de um gene", disse o pesquisador Martin Katz. "Encontrar esse gene foi como encontrar uma única casa em uma cidade muito grande, mas tivemos a história da família do cão e as ferramentas para olhar pela cidade de uma forma sistemática para localizar o endereço da mutação responsável pela doença."

A publicação é o resultado de quase 10 anos de trabalho, e os pesquisadores acreditam que não poderia ter ocorrido sem a combinação única de animais e da ciência médica humana.
"Os cães e as pessoas sofrem da mesma doença e é muito mais fácil descobrir problemas genéticos em cães por causa da genética única de cães de raça pura", disse o professor Dennis O'Brien. "Porque temos uma escola de medicina e uma escola de veterinária próximas umas das outras, podemos encontrar os genes do cão e então descobrir se eles causam uma doença semelhante em seres humanos."


Fonte:
SaúdeNet

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