terça-feira, 1 de março de 2011

Problema do lixo!

A semana passada circulou na rede e em alguns jornais um artigo da advogada ambientalista Ana Echevenguá do Instituto Eco&Ação de Florianópolis abordando a questão do lixo em Araranguá. Denuncia ela sob o título ‘’Historinha (pra boi dormir) sobre o lixo de Arroio do Silva’’: Sabem qual é a “destinação correta” do lixo de Arroio do Silva? Vai tudo pro ‘pátio do vizinho’; pra Araranguá. Prum lixão da iniciativa privada que – no papel – tem o nome pomposo de ‘centro de reciclagem’, construído em cima do antigo lixão de Araranguá (que, até hoje, não foi recuperado). Esta “destinação correta” custa bem baratinho. Parece que é coisa de sessenta real a tonelage. Tudo oficializado num processo de licitação. O ‘centro de reciclagem’ é dessa Preservale, que tá distribuindo as lixeiras. Pra empresa, o projeto é ótimo. O pessoal vai lendo os folders, çiconscientizando e o lixo das lixeirinhas será enviado pro lixão. A regra do jogo da Máfia do Lixo é: quanto mais lixo passa na balança do lixão, mais dinheiro no bolso do dono deste. É lixão? É. O caso tá na Justiça. Mas, a Preservale tem a licença da FATMA, o órgão estadual que abençoa a maior parte dos crimes ambientais que aqui ocorrem. Só não entendo uma coisa: por que o morador de Araranguá aceita isso passivamente?

Respondemos de forma contestatória a Ana Echevenguá que Araranguá não está aceitando isso passivamente, pois estamos debatendo esta questão do lixo como de qualquer outra ação que cause impacto ambiental aos recursos naturais na formulação do Plano Diretor, que tão logo a FAMA seja definitivamente implantada passará a fiscalizar ativamente qualquer irregularidade que comprometa a preservação do meio ambiente e será pauta, em breve, na elaboração do Projeto de Saneamento Ambiental, além de várias denúncias que tomamos conhecimento das quais foram formuladas junto a FATMA, porém sem resultado já que a mesma licenciou o empreendimento.

Por,

Tadeu Santos
Ambientalista

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Celular movido a energia solar será vendido a preço popular já neste ano


A empresa holandesa Intivation aproveitou o Mobile World Congress, que está ocorrendo em Barcelona, na Espanha, para apresentar o celular Android Umeox Apollo. O aparelho é equipado com uma placa que capta energia solar e a usa para recarregar a bateria do celular.

A novidade, chamada de Umeox Apollo, foi considerada ecologicamente correta por proporcionar uma fonte de energia alternativa de fácil utilização e praticidade. Além disso, ele foi criado para pessoas com um perfil aventureiro, que necessitam de um aparelho mais resistente, sua estrutura é reforçada e o acabamento foi feito com materiais rígidos.

As funções do Android seguem os padrões do mercado. A tela de 3.2”, assim como a de outros smartphones, é sensível ao toque. O Umeox tem memória interna de 1 GB, rádio FM, câmera digital, Bluetooth e processador Media Tek.

Para que o celular seja mantido com a bateria carregada sempre, o ideal é que ele permaneça exposto ao sol diariamente por duas horas e meia. Caso a bateria se esgote por inteiro serão necessárias até 17 horas para que ela seja recarregada 100%.

Veja matéria completa em www.ciclovivo.com.br

Fonte: Casa Viva

Petrobrás patrocina projeto Casa Viva

A Petrobrás fechou parceria para patrocinar o projeto "Casa Viva" - Transforma sua Casa num Pedacinho do Planeta. Um evento inédito de sustentabilidade prática que acontece entre os dias 7 e 11 de abril, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro. O evento é aberto ao público. Clique aqui para saber mais sobre o projeto.

A casa
Uma casa modelo ecologicamente correta, tanto na construção quanto em seus equipamentos, móveis e utensílios, uma exposição de produtos e tecnologias com espaço para negócios sustentáveis e uma programação voltada para o entretenimento, CASA VIVA guarda, na verdade, a intenção de provocar mudanças profundas nos hábitos de consumo da sociedade. Isso tudo unido a uma série de palestras técnicas, debates, apresentação de cases e estudos voltados para a sustentabilidade. Um empreendimento grandioso. É assim que podemos definir o evento CASA VIVA.

CASA VIVA busca através de atitudes transformar padrões. Através de mudanças no âmbito da cultura, CASA VIVA quer tornar a pessoa comum ambientalmente consciente e responsável. Através de novas experiências que passam pela forma de cozinhar, o modo de vestir, até o modo de como se relacionar com a água no banheiro, na cozinha, no jardim,CASA VIVA quer transformar cada atitude e cada um de nós num pedacinho do planeta.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Alunos do curso de Protetor Ambiental se formam em Maracajá

Uma parceria entre a prefeitura de Maracajá e a Polícia Ambiental proporcionou o curso de Protetor Ambiental para 16 alunos selecionados da rede pública municipal e estadual. As aulas iniciarem em 20 de setembro e terminaram nesta quarta, 15, no Parque Ambiental.

Os estudantes, com idade entre 12 e 14 anos, estudaram sobre a preservação ambiental durante esses três meses. “Vou levar para vida todas as lições que aprendi no curso, como a de que precisamos preservar o meio ambiente para que as futuras gerações possam usufruir de um mundo melhor”, comenta a aluna Larissa Martins.

Para a seleção dos alunos 63 se inscreveram e por meio de uma prova de seleção aplicado pela Polícia Ambiental, cujo conteúdo foi baseado na temática ambiental, 20 foram classificados e participaram do curso todas as segundas e terças-feiras, na sede da Polícia Ambiental, porém, 16 se formaram.

Para o prefeito Wagner da Rosa, além de aprender as noções de ecologia e outros assuntos relacionados, o curso de Protetor Ambiental Mirim direciona a ser um cidadão exemplo para sociedade, tendo como alicerces a disciplina e o respeito. “Queremos agora que esses alunos sejam multiplicadores da preservação do meio ambiente e levem para os clubes de mães, terceira idade, o aprendizado que tiveram no curso”, lembra.

O soldado Alex Ramos coordenou as aulas, que debateram desde o Histórico da Polícia Militar e Ambiental, até a reciclagem, legislação ambiental e principalmente, a educação ambiental, além da realização de blitz ecológicas. “Os alunos também tiveram aulas práticas, como caminhadas ecológicas”, comenta.

O objetivo principal do projeto é transformar os alunos protetores ambientais em multiplicadores e defensores do meio ambiente. Após o período de capacitação, os alunos estarão aptos a desenvolver atividades educativas e práticas relacionadas com a preservação, feiras e blitz ambientais, além de campanhas educativas e palestras.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Absurdo: Cão é estuprado e esfaqueado em MG


Ao ler esta matéria ficamos chocados com o tamanho da maldade do homem. Saber que alguém, que se diz "ser humano" foi capaz de tal ato nos deixa com pensamentos inapropriados de vingança e desprezo. Mas, o momento agora é de reflexão e ajuda. O Tigre, este cãozinho acima, foi estuprado (isso mesmo), esfaqueado e pregado por um monstro na cidade de Belo Horizonde (MG). Ele foi encontrado entre a vida e a morte em uma parada de ônibus.

Socorrido por uma voluntária, ele está recebendo o tratamento devido em uma clínica veterinária. Os custos para os cuidados com o cachorro estão sendo por conta de Suzana Caporali, que é voluntária de um grupo de proteção de animais na capital mineira. Então, quem tiver compaixão, e quiser colaborar para salvar a vida do Tigre, pode entrar em contato no E-mail caopartilhe@caopartilhe.com.br

O estado de saúde do Tigre se encontra estável. Ele ainda está bastante ferido, mas segundo o veterinário que cuida do caso o animal está com as dores controlada com medicação. Agora estão fazendo trabalho de fisioterapia, para que ele volte a andar, já que teve o quadril deslocado, devido ao estupro que sofreu.

Quer saber mais e ver mais fotos chocantes deste assunto? Então, clique aqui!


Fonte:
Blog Dica de Música

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Monstro joga fogo em ninhada de gatinhos em Criciúma


Uma ninhada de gatinhos que se abrigava em um terreno baldio na Rua Esteves Júnior, bairro Cruzeiro do Sul, proximidades do Hospital São Joao Batista, foi vítima de um ato de extrema crueldade na noite dessa quinta-feira. Por volta das 20 horas, um morador ainda não identificado ateou fogo na mata. “A valente mãe conseguiu retirar três filhotes chamuscados pelas labaredas e que foram socorridos por duas senhoras que chegaram a tempo”, relata Sergio Norberto Canarin, voluntário da ONG SOS Vira-Lata. “Fomos acionados e levamos os filhotes, um deles cheio de álcool gel, para uma clínica veterinária.”


Fonte:
Portal Engeplus

Ong suspende atendimento de animais doentes em clínicas


Conhecida por realizar inúmeras feiras de adoção de animais na Praça do Congresso e recolher animais doentes para tratamento a Ong SOS Vira Lata suspendeu o tratamento de animais em clínicas veterinárias. “Infelizmente chegamos a esse ponto, por tempo indeterminado, devido ao pouco dinheiro em caixa. Nos últimos 90 dias o número de atendimentos aumentou muito”, conta o presidente, Samir Veran. Segundo o voluntário o número de animais que precisam de atendimento é muito maior do que os valores arrecadados. “Precisamos pelo menos equilibrar isso”, completa.

Quem quiser colaborar pode depositar qualquer quantia no Banco do Brasil, agência 3420-7, conta 100.392-5. O CNPJ da Ong é 11.825.120/0001-44. O trabalho da organização é o único na cidade voltado ao tratamento de animais. Sem Centro de Controle de Zoonoses os voluntários, que não recebem qualquer tipo de ajuda de custo, organizam jantares e pagam o tratamento dos bichos doentes.

Pedágios devem ser realizados nos próximos dias para angariar fundos e dar continuidade aos trabalhos. Contato do dentista Samir Veran, presidente da Ong, 9919.8662


Fonte
Engeplus - Jornalista Daniela Niero

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Furão resgatado encontra novo lar no Parque Ecológico de Maracajá


O mais novo animal do Parque Ecológico de Maracajá já está bem adaptado a nova casa. É o que garante o diretor de Turismo, Márcio Rodrigues da Silva. O animal chegou ao parque após ser encontrado em um banheiro de uma casa em Araranguá. Ele recebe alimentação duas vezes por dia, assim como os demais animais. O furão gosta de carne e por isso recebe o alimento moído.

O furão está em uma gaiola apropriada. Primos de gambás e lontras, o furão ganhou a domesticação a muitos anos atrás, sendo um animal com temperamento brincalhão, tanto em bando quanto com humanos. São animais extremamente curiosos e não perdem esse temperamento com o passar da idade.

O furão é um mamífero carnívero da familia dos Mustelídeos. Existem diversas espécies de mustelídeos, sendo a mais conhecida o furão-doméstico (Mustela putorius furo), utilizado como animal de estimação em vários países do mundo. Ao contrário do que algumas crenças populares indicam, os furões não são roedores e pertencem à família das doninhas, na qual se incluem os texugos e as lontras.



Fonte:
Assessoria da Prefeitura de Maracajá

Unidade de Zoologia da Unesc ganha nova coleção de animais


Estudantes, professores e toda comunidade têm um novo atrativo na Unidade de ZoologiaProfessora Morgana Cirimbelli Gaidzinski, da Unesc. A Unidade apresentou na tarde de hoje (27/10) a sua nova coleção do acervo Animais da Mata Atlântica, que fica no prédio da biblioteca. “O acervo ganho novos animais e foi revitalizado com um novo cenário, produzido com materiais reciclados”, comentou a coordenadora da unidade, professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski.

Além de novas espécies, a coleção vai apresentar os principais impactos ambientais da região sul do estado de Santa Catarina, responsáveis pelas mortes da fauna regional. “Esperamos que a sociedade usufrua deste espaço educativo, que é gratuito e da comunidade”, destacou o reitor da Universidade, Gildo Volpato. A Unidade conta com 67 animais, sendo nove espécies de aves, dez de mamíferos, uma de reptil e três de aracnídeos. Cada espécie tem mais de um exemplar.

A nova coleção possui imagens fotográficas da região, sons e efeitos especiais, com o objetivo de aumentar a interatividade do público visitante. O novo cenário foi produzido pelo artista plástico Serafim JB. O projeto foi desenvolvido com apoio do Funturismo (Fundo de Incentivo ao Turismo de Santa Catarina).

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Clima: Meteorologia confirma neve em três cidades de Santa Catarina nesta quinta-feira

A Epagri/Ciram, órgão estadual que monitora as condições meteorológicas, confirmou por volta das 10h desta quinta-feira o registro de neve em pelo menos três cidades da Serra Catarinense durante a madrugada. Nevou em São Joaquim, Urubici e Urupema. Nesta última, há relatos da queda de flocos de neve ainda durante a manhã. A temperatura, às 10h, estava em 2 graus Celsius (ºC) na área central da cidade. Segundo moradores, a neve, apesar de em pequeno volume, continuava a ocorrer.

O meteorologista Marcelo Martins confirmou que as condições continuam propícias para a formação de neve ou de chuva congelada (queda de gotas d´água congelada do céu) até a noite nas cidades da Serra — especialmente no Planalto Sul, onde as nuvens estão baixas e o ar mais úmido. As temperaturas continuam baixas em todas as regiões, não passando dos 12ºC durante a tarde em boa parte dos municípios.

Na madrugada, militares da base da Aeronáutica no Morro da Igreja em Urubici, na região Serrana, acompanharam a queda dos flocos de neve por cerca de seis horas. Parou de nevar no começo da manhã. Em São Joaquim, teria nevado em localidades do interior da cidade até as 4h.


Fonte
ClicRBS

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Meio Ambiente: Leão marinho é encontrado morto no Balneário Rincão


Um leão marinho foi encontrado sem vida na orla do Balneário Rincão na quarta-feira, dia 28. Pescadores acreditam que o animal tenha vindo da Argentina, pela corrente de água, e por falta de alimentação tenha morrido. Eles ainda tentaram contato com Ambientalistas da Unesc, afim de saberem se o animal poderia ser útil para algum estudo.

Foto: Colônia de Pescadores Z-33 - Balneário Rincão


Por,
Tânia Giusti
Acadêmica e Colaboradora do Blog

terça-feira, 20 de julho de 2010

Notícia: Unidade de Zoologia promove 1ª edição do programa Férias no Museu


Crianças da Escola Municipal Jorge Biff, da Vila São Jorge, em Siderópolis, tiveram uma tarde inesquecível hoje (20/7) no campus da Unesc. Sentados no chão, olhinhos brilhando e arregalados, largo sorriso no rosto e muitas gargalhadas, eles assistiram as apresentações do mágico Vilson Scheneider. A atividade faz parte da primeira edição do programa Férias no Museu, promovido pela Unidade de Zoologia da universidade. Escolas que desejarem participar do programa, podem ligar para (48) 3431-2573 e agendar sua inclusão na programação, das 9h às 10h30 ou das 14h às 16h.

Durante a segunda quinzena do mês de julho, a Unidade de Zoologia preparou uma programação especial, com muita diversão e atividades interativas para todas as idades. Dentre as atrações estão a “Magia Animal”,”Cineanimal com Pipoca” e “Zoo Oficinas”. Segundo a coordenadora, professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski, a iniciativa busca promover momentos lúdicos para crianças e jovens e ressaltar a importância dos museus como um espaço de diversão, cultura,e entretenimento.


Fonte:
Assessoria de Imprensa da Unesc

terça-feira, 13 de julho de 2010

Criciúma - A Cidade que passou por cima do seu rio

A cidade de Criciúma passou por cima do seu rio e o mesmo está respondendo a agressão sofrida, com o transbordamento dos canais subterrâneos em decorrência das fortes chuvas, alagando as vias públicas e inundando estabelecimentos comerciais. Apenas no mês de janeiro de 2010 houve três enchentes com transtornos e prejuízos a população. Veículos ficam boiando nas vias públicas e comerciantes amargam com prejuízos que o seguro não cobre. Até o maior shopping da cidade foi alagado.

O crescimento desordenado da “Capital do Carvão” a partir da década de 1970 não valorizou a bacia do rio Criciúma e seus afluentes. A grande maioria dos córregos e riachos (atualmente 117) foram aterrados ou canalizados. Muitas nascentes foram obstruídas porque criavam banhados, ou seja, tornavam-se inconvenientes espaços no perímetro urbano não planejado. Ruas surgiam sem traçado algum para atender comércios estabelecidos sem nenhum critério. Não fosse a Linha Férrea, não existiria a Avenida Centenário como referência atravessando a cidade, possivelmente até os motoristas criciumenses se perderiam no complicado trânsito.

A Prefeitura Municipal de Criciúma será contemplada com recursos do PAC no valor de R$ 21.800 milhões para implantar o Projeto Básico Executivo de Macrodrenagem da Bacia Hidrográfica do Rio Criciúma elaborado pela PROSUL, porém não resolverá o conflito do transbordamento, poderá sim amenizar proporcionando o escoamento mais rápido das águas, mas continuarão a invadir as vias públicas e o comércio sempre que houver as assustadoras precipitações pluviométricas, que tendem a ocorrer com mais frequência e intensidade com as mudanças do clima.

O projeto foi elaborado para uma obra de engenharia com muita tubulação e muito concreto, ou seja, é uma tentativa de solução com o alargamento do curso do canal em alguns pontos, é, portanto paliativo. O recurso é público e precisa ser transparentemente bem aplicado sob o olhar da sociedade civil organizada. Chega de obras mal construídas e com desvios de verba em licitações manipuladas. Por isso deverá ser debatido no Comitê de Bacias do Rio Araranguá (CGBHRA) e em Audiências Públicas (AP) em local de fácil acesso ao público criciumense. Existe uma mania política na região de que não se deve intervir nos projetos,
mesmo que seja para torná-los úteis, pois a preocupação maior dos governantes e políticos é não perder a oportunidade da verba ser repassada as empreiteiras para a conclusão da obra, ou seja, o tal de resultado imediato, o mesmo errôneo e repetitivo procedimento que sempre resulta em problemas no futuro.

Os rios são como as veias do corpo humano, precisam estar sempre livres para a circulação do sangue, se gorduras se localizam em determinado ponto, é preciso retirá-las e o paciente deve adotar procedimentos e regime para evitar alimentos que contenham gordura. O caso do rio Criciúma é preciso renaturalizá-lo, dando-lhe condições de correr em seu curso, mas também é necessário adotar programas de aspecto preventivo como forma de reduzir o impacto das chuvas. Certa vez perguntei ao Senhor Manique Barreto (num casual encontro no aeroporto) o que deveria ser feito para reduzir o problema das cheias na cidade de Criciúma e o mesmo respondeu prontamente e sabiamente que deveria ser retirado tudo que estivesse sobre o rio. Imagine então a beleza cênica do Rio Criciúma restaurada, não mais sendo invadida pelo concreto da cidade. Pode até as atuais gerações não agradecerem, mas as futuras certamente que sim se realmente vir a ser executado algo decente e elogiável.

Não vemos o processo com a facilidade que os técnicos visualizam, resolvendo facilmente os problemas com soluções inviáveis no papel, quando na prática é bem complexo. Uma cidade colocou o seu rio na UTI e precisa salvá-lo, devolver a vida ao mesmo. Os pilares de construções privadas dentro do leito são como estacas no peito de alguém! O Estudo da PROSUL não é o que se esperava, mas faz um apontamento sincero e claro, quando afirma
‘’que as áreas localizadas as margens do canal do rio Criciúma devem ser consideradas como áreas de preservação permanente APP medidas a partir da margem do referido canal nas seguintes faixas: Largura de fundo do canal projetado igual a 09,00 metros e faixa da margem considerada APP igual a 30,00 metros.’’ Os técnicos precisam ir além e determinar a retirada de qualquer edificação que obstrua o curso da água e coloque em risco a segurança da população, pois cheias mais intensas poderão ocorrer.

Obviamente que nestas circunstâncias é preciso a participação do Ministério Público Estadual e Federal, para exigir o cumprimento da legislação da mesma forma que agem contra agricultores que utilizam as margens dos rios (mata ciliar) para o plantio e são processados. O rigorismo da lei tem que valer também no perímetro urbano. O Art. 2 do Código Florestal nº 4.771 de 1965 foi totalmente desobedecido, como também o Art. 3 da Resolução do CONAMA nº 303/2002 é bem clara quando defini o que é uma APP. A devastação da mata ciliar no rio Criciúma não atende nem o Código Ambiental de SC que é mais flexível quanto às suas dimensões.

Uma das primeiras alternativas é promover uma campanha que sensibilize os criciumenses a gostar do seu rio, valorizar a água que corre das nascentes e respeitar a mata ciliar. Pode até ser ‘’frescura’’ de ambientalismo, mas é um romantismo cientificamente comprovado que dá certo. Outra alternativa mais bruta/rígida é destruir as áreas de concreto desnecessárias que impermeabilizam o solo tanto em espaços públicos quanto privados. Se a água da chuva cai sobre áreas pavimentadas, a tendência é aumentar o escoamento para os cursos d’água e/ou áreas baixas da bacia. É um absurdo asfaltar as laterais da pista de uma rua ou avenida apenas para veículos estacionarem, esta faixa deveria se de paralelepípedo ou lajota para possibilitar a infiltração das águas. É preciso aumentar as áreas verdes para facilitar a infiltração das águas das chuvas. Certamente que havendo mais verde no perímetro urbano também reduzirá o insuportável calor na cidade de Criciúma.

O sistema de esgoto em implantação evitará em grande parte a contaminação dos recursos hídricos, mas a cultura do lixo também deve ser combatida, pois os resíduos urbanos assoreiam os canais e entopem as tubulações. Por outro lado no projeto de esgoto em andamento já era para ter previsto a construção de piscinões, grandes cisternas e caixas d’água nos prédios para a coleta de água da chuva.


As grandes riquezas econômicas de Criciúma deveriam também contribuir com a renaturalização ou revitalização do rio Criciúma, como uma espécie de medida compensatória pelos danos causados. É preciso algum sacrifício por parte de todos para reduzir o impacto das cheias no perímetro urbano da cidade como também na Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá.



Por,
Tadeu Santos
Colunista "De Olho na Natureza"

Meio Ambiente: Mina 101 sofre embargo da Fundai em Içara

Até que uma nascente seja demarcada e o curso tenha uma margem preservada de 30 metros, as obras da Carbonífera Rio Deserto na comunidade de Santa Cruz estarão embargadas. A paralisação das atividades na Mina 101 foi desencadeada pela Fundação Ambiental de Içara (Fundai) na manhã desta terça-feira. A notificação emitida pelo fiscal Múcio Bratti Júnior não foi assinada por representantes da empresa. Ainda assim, determina o pagamento de R$ 200 mil em multa.

Conforme o superintendente da Fundai, Geraldo Baldissera, para que fosse constatado o dano ao meio ambiente foi necessária a contratação de um especialista. Isto porque a fonte estava descaracterizada. O caso agora será encaminhado ao Ministério Público. Esta já é a segunda vez que a carbonífera tem os trabalhos embargados pelo Município neste ano. Mas em abril, a empresa conseguiu romper a paralisação das atividades através de um agravo de instrumento em Florianópolis.

Fonte:
Canal Içara

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Web: Microalgas viram biocombustível com tecnologia de Santa Catarina

Uma empresa de Blumenau gerou uma tecnologia para cultivar microalgas e, com elas, produzir biodiesel e produtos para indústrias alimentícias e farmacêuticas. A H2ALLPesquisa e Desenvolvimento Tecnológico em Energias Renováveis desenvolveu a novidade com recursos do programa Sinapse de Inovação, financiado pela FAPESC e FINEP.

Executado pela Fundação Certi, o programa teve por objetivo transformar boas idéias em negócios de sucesso e contou com mais de R$ 6 milhões em recursos aplicados em dezenas de empresas nascentes. A H2ALL foi uma delas e recebeu R$ 50 mil para iniciar o processo de transformar a pesquisa em negócio.

Os resultados do projeto financiado pelo Sinapse terá aplicação indireta na modernização da matriz energética brasileira, acredita outro sócio – Luiz Alessandro da Silva, pesquisador na área de biocombustível com ênfase nos processos de produção de biomassa microalgal.

A soja é a oleaginosa mais usada no Brasil para produzir biodiesel. O país colheu uma safra recorde em 2009/2010 (68,7 milhões de toneladas) e parte dela foi usada para garantir 85 por cento da produção nacional de biodiesel. Mas já se fala em reduzir o plantio no Mato Grosso, atual principal produtor do grão e buscam-se outras matérias-primas para assegurar a possibilidade de se misturar 5 por cento de biodiesel no diesel.

Estudos sobre o uso da palma – cujo conteúdo de óleo é maior que o da soja – estão sendo conduzidos, porém mesmo que sua viabilidade for comprovada, trata-se de uma cultura agrícola que requer certo tempo para atingir o ponto de colheita.

As microalgas crescem muito mais rapidamente e permitem maior produção de biocombustível, além de apresentar vantagens ambientais. Com a tecnologia gerada pela H2ALL, seria usado o gás carbônico das emissões gasosas industriais, como fonte de carbono para a alimentação das microalgas. A biomassa extraída do processo de cultivo servirá para a produção de biocombustível por craqueamento térmico e de biocomposto por extração, o qual pode ser empregado na indústria alimentícia e farmacêutica.


Fonte:
Blog Tisc

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